Língua e Literatura

Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto era mulato, num país recém-saído da escravidão. A vida toda lutou contra o preconceito e jamais se curvou diante dos poderosos.

Sua obra mais famosa é Triste Fim de Policarpo Quaresma, publicada, inicialmente, no Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, como romance de folhetim, em 1911. Cinco anos mais tarde, em 1916, viraria livro.

Policarpo Quaresma é um nacionalista. Sonha com uma nação que integre todos os seus costumes e pessoas, sem distinção. Policarpo é o Dom Quixote brasileiro. A visão apaixonada do Brasil impede que enxergue as grandes mazelas da nação. Há um descompasso entre o que acredita que seja e o que de fato é. No fim do livro, Policarpo reconhece que a sua vida era um encadeamento de decepções e que a pátria que quisera ter era um mito, um fantasma criado por ele no silêncio do seu gabinete.

O fim de Policarpo Quaresma decorrerá dessa sua visão ingênua e de sua ação, também ingênua, em nome de representantes da pátria. Ele será preso e condenado à morte por quem defendera e lutara.

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