Arquivo da tag: Estilos de Época

Romantismo em Portugal

Principais autores do Romantismo em Portugal

PRIMEIRA GERAÇÃO: composta por autores que abordaram temas ligados à cultura e à história portuguesas.
Almeida Garret (1799-1854): pioneiro do Romantismo português, privilegiou a cultura de seu país. É autor do poema Camões (1825), marco inaugural do Romantismo em Portugal. Escreveu Viagens na Minha Terra (1846), romance de viagem pelo interior de Portugal; Folhas Caídas (1853) e Flores sem Fruto (1844), que reúnem os melhores poemas do autor.
Alexandre Herculano (1810-1877): historiador, ambientou romances e contos na Idade Média. É autor de Eurico, o Presbítero (1844), romance sobre o celibato clerical.
SEGUNDA GERAÇÃO: caracteriza-se pelo aprofundamento das propostas românticas, como a liberdade da imaginação, a visão egocêntrica do mundo, a melancolia e a obsessão com a morte. O período ficou conhecido como Ultrarromantismo, que também influenciou os autores brasileiros.
Camilo Castelo Branco: em cerca de 100 obras, destacando-se a prosa, narra histórias de paixão e tragédia. Amor de Perdição conta a história de Simão e Teresa, jovens apaixonados de famílias inimigas. Em Amor de Salvação, um rico herdeiro, traído e infeliz, “salva-se” ao perceber o amor de uma prima.
TERCEIRA GERAÇÃO: Afastou-se dos excessos do Ultrarromantismo, moderando a dramaticidade das situações e sentimentos.
Julio Dinis: compõe retratos idealizados das famílias portuguesas. É autor de As Pupilas do Senhor Reitor. Nesse romance, lançado em formato de folhetim, em 1863, Margarida e Clara vivem conflitos amorosos.

O que é estilo de época?

Estilo de época é a denominação dada ao conjunto de traços e normas que orientam e caracterizam a produção artística de um determinado momento histórico.

A identificação de diferentes estilos de época orienta melhor o estudo das produções artísticas, pois a cada estilo de época corresponde uma escola literária, ou seja, um conjunto de características formais e de seleção de conteúdos evidentes na obra de escritores e poetas que viveram em um mesmo momento.

São oito as escolas literárias tradicionalmente estudadas: Trovadorismo,Classicismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo/Naturalismo, Simbolismo e Modernismo. Há, também, um momento de transição entre o Trovadorismo e o Classicismo conhecido como Humanismo. Além disso, muitos críticos literários da atualidade afirmam a existência de um novo estilo de época (que se refere, na verdade, à ausência de uma estética unificadora) denominado Pós-Modernismo.

O Pré-Modernismo, período que se inicia em 1902 e conclui-se em 1922, não é considerado uma escola literária, pois, além da dificuldade de reunir os autores do período sob uma mesma perspectiva estética, também se pode identificar em suas obras traços de algumas escolas do final do século XIX.

Esses dois aspectos fazem com que a crítica especializada opte por considerar esse momento apenas como um período de transição em que novas tendências foram delineadas.

Modernismo em Portugal

Em 1915, alguns jovens artistas portugueses fundaram uma revista que seria porta-voz de seus ideais estéticos, trazendo para Portugal as discussões artísticas que ocorriam nas principais cidades europeias. Entre eles, estavam Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Luís de Montalvor, José de Almada-Negreiros e o brasileiro Ronald de Carvalho.

Os textos publicados nos dois números da revista Orpheu revelam os primeiros passos de uma estética da diversidade, do questionamento dos valores estabelecidos ética e literariamente, da euforia face às invenções da técnica, da libertação da escrita literária de todas as convenções e de todas as regras. Os ecos Futuristas, na valorização da máquina e da velocidade, aparecem, já no primeiro número, nos versos da “Ode triunfal”, de Álvaro de Campos, um dos heterônimos de Fernando Pessoa.